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Pesquisa traz um panorama sobre captura incidental de tartarugas pela frota de arrasto no sudeste

29/07/2017 - Estudo de mestrado da Universidade Federal Fluminense. Leia mais. ↓

Pesquisa traz um panorama sobre captura incidental de tartarugas pela frota de arrasto no sudeste

Deixa a tartaruga nadar!

O estudo de mestrado da bióloga e doutora pela Universidade Federal Fluminense – UFF, Suzana Machado Guimarães, foi recentemente publicado na Journal of the Marine Biological Association of the United Kingdom. A pesquisa realizou os primeiros registros, entre 2010 e 2011, da captura incidental de tartarugas marinhas na pesca de arrasto de fundo industrial no sudeste do Brasil. O trabalho é um marco no país onde dados sobre as espécies marinhas incidentalmente capturadas, locais de maior captura e número de capturas são pouco conhecidos para a pescaria industrial de arrasto de fundo.

As informações da pesquisa são fundamentais para se fazer um panorama da captura incidental de tartarugas marinhas e a partir daí começar a traçar medidas efetivas para a redução dessas capturas. A pesca de arrasto de fundo é uma das que mais ameaçam as populações de tartarugas marinhas ao redor do mundo. Nessa modalidade de pesca as redes varrem o fundo do mar, conferindo pouca chance de escape para as tartarugas.

No Brasil, apesar de haver uma Portaria que obrigada o uso de um dispositivo excludente de tartarugas (TED, sigla em inglês para Turtle Excluder Device) nas redes de arrasto industrial para a captura de camarão (Portaria nº 31 de 13/12/2004), o seu uso ainda não é efetivo devido a diversos fatores relatados pelos próprios mestres voluntários, tais como: falta de instrução para  instalar o TED na rede, redução da captura das espécies-alvo da pescaria, dentre outros. “Além destes fatores, a fiscalização é falha”, conta Suzana Guimarães, que é coordenadora Técnica do Projeto Aruanã, Projeto de Monitoramento de Tartarugas Marinhas da Baía de Guanabara e Adjacências. 

O trabalho de pesquisa de Suzana foi realizado na região Sudeste, através de um programa de preenchimento voluntário de planilhas de acompanhamento dos cruzeiros de pesca realizados por barcos que atuaram entre São Paulo e Espírito Santo. Os mestres que concordaram em participar do estudo foram devidamente capacitados para o correto preenchimento das planilhas, e uma câmera fotográfica foi disponibilizada para que cada um pudesse fazer o registro dos animais capturados incidentalmente.

Ao todo foram 4 barcos monitorados entre julho de 2010 e dezembro de 2011, totalizando 44 cruzeiros de pesca e 1.996 lances de arrasto acompanhados (8.313 horas de pesca). Durante o período de estudo foram registradas capturas de 22 indivíduos da espécie tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), 21 indivíduos da espécie tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) e 1 indivíduo da espécie tartaruga-verde (Chelonia mydas), apresentando uma taxa de captura de 5.3 tartarugas a cada 1.000 horas pescadas. O comprimento curvilíneo da carapaça variou entre 56 e 76 cm para a tartaruga-oliva, 61 e 105 cm para a tartaruga-cabeçuda e 38,5 cm para o único indivíduo de tartaruga-verde.

Capturas


 

Lances

O acompanhamento do arrasto industrial na região ainda acontece através do doutorado de uma outra pesquisadora, também da Universidade Federal Fluminense, que dará continuidade ao levantamento das informações sobre as capturas incidentais nessa modalidade de pesca no sudeste do país.

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