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Tamar participou de workshop internacional sobre fibropapilomatose

03/07/2015 - Pesquisadores apresentaram dados de investigações de longo prazo na Austrália, no Brasil, Congo, Havaí, Porto Rico, Caribe e na Flórida. Leia mais. ↓

O "Workshop Internacional 2015 sobre a Fibropapilomatose de tartarugas marinhas: Status Global, tendências e impactos na população" foi organizado pela National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA PIFSC) e ocorreu em Honolulu, Havaí, entre os dias 10 e 14 de junho.  Contou com instituições internacionais e dez pesquisadores que apresentaram resultados de investigações de longo prazo e de monitoramento de tartaruga-verde (Chelonia mydas) na Austrália, no Brasil, Congo, Havaí, Porto Rico, Caribe e na Flórida.

A representante do Brasil no evento, a médica veterinária do Tamar, Cecília Baptistotte, conta que avaliação geral foi de que a doença está presente no mundo todo, e que afeta principalmente juvenis da tartaruga-verde, de classe de tamanho médio, nas áreas de alimentação costeiras. A alta prevalência da doença ocorre em áreas com algum grau de degradação ambiental, resultado de bacias hidrográficas alteradas (documentado na Austrália, Havaí, Flórida, Porto Rico e Brasil).

Enquanto a doença se espalhou ao longo da costa sudeste dos Estados Unidos, a frequência de ocorrência em locais com monitoramento a longo prazo ficou estável nos últimos 30 anos. Em contraste, em áreas de monitoramento no Havaí e na Austrália a fibropapilomatose atingiu o pico no final de 1990 e início de 2000, respectivamente, e agora persiste em níveis baixos, menores que 10%. A doença tem impactos na população de tartarugas, reduzindo a sobrevivência dos animais contaminados, mas não tem impedido a recuperação das populações. Em muitas regiões, o impacto da mortalidade é mais que contrabalançado por esforços de conservação existentes. Na Flórida e no Havaí, onde as taxas de fibropapilomatose têm sido historicamente altas, as populações locais estão crescendo a taxas notáveis.

No Brasil, o Projeto TAMAR tem sistematicamente monitorado a doença desde o ano 2000, e  a prevalência média nacional está em torno de 17%. Além dos dados do TAMAR, foram apresentados no workshop dados de outras instituições que trabalham com tartarugas marinhas no Brasil, Uruguai e Argentina.

A recomendação dos especialistas é a de que futuros esforços de pesquisa devem empregar uma abordagem ecológica multifatorial, pois provavelmente há vários cofatores ambientais envolvidos na expressão da doença; mesmo que seja causada por um herpes vírus. A gestão de bacias hidrográficas e o desenvolvimento costeiro responsável podem ser a melhor abordagem para reduzir a disseminação e a prevalência da doença.

Saiba mais - A fibropapilomatose se caracteriza por múltiplas verrugas - massas de tumores cutâneos variando de 0,1cm para mais de 30cm de diâmetro. Dependendo da localização, da quantidade e do tamanho, esses tumores podem comprometer a capacidade de enxergar, de se alimentar e de nadar, podendo levar as tartarugas marinhas à morte. Ela tem sido registrada ao longo de toda costa brasileira, geralmente nas regiões mais quentes, destacando-se o Nordeste com as maiores prevalências. O primeiro registro  foi  no Espírito Santo, em 1986. Até agora, não há registros da doença nas ilhas oceânicas do Atol das Rocas/RN, do Arquipélago de Fernando de Noronha/PE e da Ilha da Trindade/ES, provavelmente por se tratar de locais mais livres de poluentes ambientais.

Contágio em humanos - Convém esclarecer que a fibropapilomatose não é uma zoonose, ou seja, não é uma doença transmitida do animal para o homem. Os pesquisadores que lidam diretamente com as tartarugas marinhas infectadas usam luvas descartáveis e instrumentos separados para não facilitar a transmissão do vírus de um animal para outro durante o manejo.

Tartaruga de couro ou gigante

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