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Tartarugas marinhas do Atlântico ganham mais atenção da Comissão do Atum

24/10/2012 - O ICCAT recomendou aos países membros o aprimoramento da coleta e envio de dados de capturas incidentais de tartarugas marinhas. ↓

Em reunião do seu Comitê Permanente de Pesquisa e Estatística, realizada em setembro (24 a 28/9), a Comissão Internacional para a Conservação do Atum no Atlântico - ICCAT - da qual o Brasil é signatário - recomendou aos países membros o aprimoramento da coleta e envio de dados de capturas incidentais de tartarugas marinhas. Também ficou marcada para julho do próximo ano uma reunião técnica para avaliação de risco ecológico dos quelônios marinhos na região.

A ICCAT é a organização responsável pelo monitoramento e regulação das pescarias oceânicas no Atlântico que têm os atuns e afins como alvos. A reunião, realizada na sede da ICCAT, em Madri, Espanha, contou com a participação do coordenador do Programa Interação Tartarugas Marinhas e Pesca do Tamar/ICMBio, oceanógrafo Gilberto Sales, como membro da delegação brasileira composta de pesquisadores e gestores governamentais, coordenada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura-MPA.

O Projeto Tamar/ICMBio desenvolve pesquisas com foco nos padrões de ocorrências das espécies de tartarugas marinhas na pesca de espinhel, que inclui estimativas de capturas totais e estudos desses padrões com relação a algumas variáveis ambientais.

Para contribuir com as iniciativas de conservação da ICCAT, o Tamar disponibiliza anualmente dados de monitoramento e apresenta trabalhos científicos que retratam as capturas de tartarugas nas áreas de pesca ao largo da costa brasileira. Vêm sendo realizadas análises conjuntas com pesquisadores uruguaios, já que as frotas de Brasil e Uruguai pescam nas mesmas regiões e interagem com as mesmas populações de quelônios.

Aproximação positiva - A articulação com os representantes do Ministério da Pesca foi primordial para consolidar a posição do Brasil como país que defende uma atenção especial às capturas incidentais de tartarugas marinhas na pesca de atuns com vistas à sua mitigação. Outro importante fruto da reunião de Madri, como destaca Gilberto Sales, foi o fato de ter sido acatada a proposta brasileira de aproximar a ICCAT da Convenção Interamericana de Conservação de Tartarugas Marinhas, com o objetivo de prover a ICCAT com dados e avaliações de risco ou impacto da pesca sobre as tartarugas marinhas no Atlântico, bem como cooperar com ações e medidas de conservação.

O trabalho de monitoramento e de conservação de tartarugas marinhas que interagem com as atividades pesqueiras é um desafio de grande monta, entre outros motivos, pela alta diversidade de pescarias que capturam incidentalmente distintas espécies e populações de tartarugas marinhas em todo o mundo, complementa Sales. 

 

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