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Programa de marcação mostra a viagem das tartarugas pelos mares do mundo

30/06/2012 - Uma tartaruga verde foi capturada acidentalmente numa rede de emalhe, em Ubatuba/SP. Ela trazia anilhas do Projeto Karumbé, do Uruguai. ↓

Uma tartaruga verde (Chelonia mydas) juvenil foi capturada acidentalmente numa rede de emalhe na Praia do Cedro, em Ubatuba/SP, em junho. Ela trazia anilhas do Projeto Karumbé, do Uruguai, que havia marcado o animal em abril de 2010, na localidade de Cerro Verde, município de Rocha, onde o projeto desenvolve atividades de pesquisa e conservação de tartarugas marinhas. Depois de tratada na base do Tamar em Ubatuba, foi devolvida ao mar.

Duas outras tartarugas verdes marcadas em Ubatuba, em épocas anteriores, já haviam sido encontradas no Uruguai pelas equipes do Karumbé, mas esta foi a primeira vez que o Tamar/Ubatuba registrou um animal marcado lá.

Em Almofala, o Tamar/Ceará registrou recentemente o encalhe de uma fêmea adulta de tartaruga verde, marcada no Suriname. Foi o primeiro registro feito pelo Tamar, desde que o programa de marcação de tartarugas marinhas do Suriname foi reativado, através da WWF Guianas, há cerca de dois anos. Nos anos 70 do século passado, quando estava em plena atividade, os registros do programa indicavam que a maioria dos animais marcados na região veio para o litoral do Ceará, área de alimentação, descanso e passagem para as tartarugas marinhas.

O Tamar tem ainda outros registros de tartarugas marcadas no Ceará e recapturadas em outros países, como Trinidad Tobago e Nicarágua. Sabe-se também que nos anos 60 e 70 do século passado dezenas de animais provenientes da Ilha de Ascención foram capturados em currais de pesca de Almofala.

Monitoramento por satélite amplia o conhecimento

Para complementar o programa de marcação e ampliar o conhecimento sobre o comportamento migratório desses animais, o Projeto Tamar/ICMBio realizou Estudo da Biologia das Tartarugas Marinhas através de Telemetria por Satélite, com a participação do Cenpes - Centro de Pesquisas da Petrobras e de outros parceiros. O objetivo foi pesquisar os deslocamentos reprodutivos e pós-reprodutivos das espécies, fazendo inclusive análises de DNA e avaliação da influência da pesca oceânica nas áreas comprovadas de maior uso dos animais.

Além de identificar as regiões percorridas e os locais onde as tartarugas permaneceram por mais tempo - informações que vão facilitar o trabalho de conservação nas várias fases do ciclo de vida dessas espécies -, o programa de marcação e o estudo de telemetria por satélite indicam que as tartarugas marinhas que ocorrem na costa brasileira têm um período de vida compartilhado com outros países dos continentes americano e africano.

Segundo a coordenadora técnica nacional do Tamar, oceanógrafa Neca Marcovaldi, as informações recolhidas são muito importantes para o planejamento e execução das ações de conservação das tartarugas marinhas. São úteis, por exemplo, para subsidiar medidas de proteção, ordenamento da pesca, licenciamento ambiental e criação de áreas marinhas protegidas.

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