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As tartarugas marinhas na COP15

13/04/2026 - Destaque para a importância da conservação das tartarugas marinhas na COP15 das Espécies Migratórias. ↓

As tartarugas marinhas, assim como algumas espécies de mamíferos marinhos, aves e peixes, são animais migratórios que ultrapassam fronteiras geopolíticas, o que exige ações contínuas e integradas de conservação entre países. Dessa forma, é fundamental que sejam pauta importante nas Reuniões das Conferências das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Selvagens (COP), que, neste ano, realizaram sua 15ª edição em Campo Grande (MS), reunindo mais de 130 países.

Na Conferência realizada em março, as Partes renovaram o compromisso de avançar na conectividade ecológica em ambientes terrestres e aquáticos. Nesse sentido, vale destacar duas iniciativas internacionais, conectadas entre si, discutidas na COP15 e  voltadas especificamente  às tartarugas marinhas. São elas: 1) Áreas Importantes para as Tartarugas Marinhas (important marine areas for sea turtles IMTAs) e 2) Corredores Azuis para as Tartarugas (Blue Corridors for turtles).  

As IMTAs  são áreas de especial importância biológica para a permanência das tartarugas marinhas , incluindo locais de nidificação, alimentação e rotas migratórias, além de espaços em que sua relevância para as tradições e culturas das populações locais é  significativa.

A iniciativa Corredores Azuis para as tartarugas é um esforço global para proteger as tartarugas marinhas por meio do mapeamento de suas rotas migratórias, de dados genéticos e de habitats. Ambas as iniciativas visam criar estratégias de conservação transfronteiriças e baseadas na ciência.

Outro ponto importante que foi discutido entre as partes nessa COP15, diz respeito a questão da captura acidental de diferentes espécies em pescarias. As Partes deverão fortalecer a mitigação da captura acidental aplicando as melhores práticas, com as Organizações Regionais de Manejo Pesqueiro (RFMOs) aprimorando as avaliações populacionais das espécies listadas na Convenção sobre a Proteção das Nações Unidas sobre a Conservação da Natureza (CMS), priorizando as pescarias e regiões de alto risco e desenvolvendo medidas de mitigação específicas e planos de ação com prazos definidos para todos os táxons, beneficiando assim as tartarugas marinhas além de outras espécies ameaçadas

O coordenador do Centro TAMAR/ICMBio Joca Thomé participou das discussões na COP15 e fez uma apresentação em plenária dos eventos paralelos,  parte da iniciativa promovida pela Secretaria da Convenção de Espécies Migratórias - CMS, World Wide Fund for Nature -WWF (Fundo Mundial para a Natureza), The University of Queensland-UQ (Universidade de Queensland) e outros apoiadores da iniciativa Corredores Azuis .Na ocasião Joca apresentou uma síntese de como se encontram as informações sobre as espécies de tartarugas no Brasil, incluindo áreas de desova, alimentação e migração das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem na costa brasileira, bem como dados de deslocamentos dessas espécies traçados a partir de estudos de telemetria satelital, interação com as pescarias e encalhes. A Fundação Projeto Tamar realiza estudos com telemetria desde 2001 e contribui com a iniciativa através de dados analisados e publicados em jornais internacionais revisados por pares.

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