19/03/2015 - Uma grande homenagem à conservação e à valorização da cultura aconteceu no Oceanário de Aracaju. Leia mais. ↓
Uma grande comemoração em homenagem à conservação e à valorização da cultura sergipana comemorou no Oceanário de Aracaju-SE os 35 anos do Projeto Tamar e a marca de 20 milhões de filhotes soltos ao mar. O evento, patrocinado pela Petrobras e dirigido por Lindolfo Amaral, contou com a participação do Grupo Imbuaça, da Batucada de São João (Estância/SE), do Barco de fogo (Estância/SE), do Maré Maré (Aracaju/SE), Pilão de Pife (Aracaju/SE), da banda Naurêa (Aracaju/SE), do grupo dos Aboiadores (Porto da Folha/SE) e do cantor Silvério Pessoa (Recife/PE), que representaram os trabalhos realizados nos municípios sergipanos envolvidos na conservação das tartarugas marinhas.
Com uma grande mobilização de pessoas puxada pelo grupo teatral Imbuaça, a comunidade era apresentada à trajetória do Tamar nos seus 35 anos de atuação, desde a primeira tartaruga protegida até o "Filhote 20 Milhões", passando pelas atividades de sensibilização ambiental que são realizadas junto às comunidades litorâneas. "O tempo nos agraciou com um mar de almirante e um tsunami de crianças que puxavam seus pais e amigos pelas mãos para assistir a caminhada dos filhotinhos ao mar, ao som das zabumbas, triângulos e pandeiraos dos grupos folclóricos. Foi lindo!", conta o coordenador nacional do Tamar em Sergipe, César Coelho.
A comemoração não terminou quando os filhotes alcançaram o mar. Mais uma vez sentiu-se no peito a força da cultura sergipana, que atraía a multidão até os lagos, em forma de um grande e lindo cortejo. De repente, o Barco de Fogo surgiu de um ponto dos lagos, levando consigo o esplendor da cultura junina sergipana trazida de Estância, um dos municípios onde o Tamar atua. Com sua mágica o barco enfeitado corria sobre os trilhos de um cabo de aço movido a rojão de fogos de artifícios, ação de um conjunto de busca-pés que lhe dão movimento e aparência de um cometa cortando o ar. Era fogo para todos os lados e o barco navegava nos aplausos dos que conheciam e dos que não entendiam sobre esta tecnologia rudimentar, de uma riqueza ímpar.
No espaço cultural do Oceanário, que estava aberto a todos que quisessem participar, havia a feirinha da gambiarra com produtos artesanais de diversos lugares. Os Aboiadores de Porto da Folha, não fizeram o sertão virar mar, mas rimas enaltecendo as tartarugas marinhas, o Tamar e o amor pelo mar, juntamente com a apresentação da Batucada de Estância, agraciando o público e homenageando as tartarugas marinhas abrindo as honras para o batuque alternativo e sergipano da Banda Naurêa, com a participação especial do pernambucano Silvério Pessoa. Todo o evento levou a cultura popular e o conhecimento sobre as tartarugas marinhas a mais de 1.500 pessoas, com aplausos para a recuperação das populações desses animais no Brasil.
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