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Levantamento de tartarugas capturadas pela pesca revela cinco espécies no Ceará

05/06/2014 - Pesquisadores querem saber onde estão concentrados os animais adultos na região. Leia mais. ↓

Levantamento de tartarugas capturadas pela pesca revela cinco espécies no Ceará

Tartaruga-verde

Com a instalação da base do Projeto Tamar em 1992 em Almofala, no município de Itarema, Ceará, os pesquisadores passaram a monitorar a área de 40 quilômetros de praias, que vai de Itarema até Volta do Rio, em Acaraú. Pescarias já  registradas, tais como currais de pesca e redes de espera, capturam principalmente indivíduos juvenis e subadultos. A tartaruga-verde (Chelonia mydas) lidera a lista, mas os registros indicam a ocorrência, na região, das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, em vários estágios de vida.

A partir de 2013 o Tamar iniciou um trabalho para identificar áreas onde ocorrem animais adultos. Após 13 meses de levantamento e 22 embarques em canoas à vela foram avistadas e catalogadas 39 tartarugas-verdes adultas nas áreas indicadas pela comunidade pesqueira. A profundidade de avistagem gira em torno de 6 a 10 metros, com o tipo fundo marinho variando entre banco de algas e áreas de pedras. Um levantamento preliminar dos tipos de pescarias empregadas indica a utilização de manzuás, uma armadilha comum no litoral do Ceará empregada para a captura de peixes ou lagostas, além da pesca com arpão, linha e anzol, e redes de espera, esporadicamente. As principais embarcações utilizadas na área são canoa à vela, algumas jangadas popularmente conhecidas como paquetes e raramente as embarcações a motor.


Pesquisadora durante atividade de avistagem de tartarugas marinhas adultas.

Como explica o coordenador do Tamar no Ceará, engenheiro de pesca e mestre em tecnologia pesqueira Eduardo Lima, o levantamento pretende identificar e se possível confirmar a existência de áreas de concentração de tartarugas adultas, e mapear através do georeferenciamento esses locais, bem como as pescarias empregadas na área e sua distribuição espaço-temporal. "O apoio dos pescadores de Almofala tem sido fundamental para a realização do trabalho, cedendo pontos georeferenciados e que posteriormente são checados in loco pelo Tamar, determinando a presença ou não das tartarugas".

Este trabalho é relevante para ajudar a conhecer a dinâmica das áreas de alimentação e  priorizar as ações de conservação das tartarugas marinhas na região, entre elas: fornecer subsídios para futuras criações de áreas de proteção; avaliar possíveis medidas mitigadoras; e dar continuidade às campanhas educativas direcionadas a pescadores locais, que acontecem em todas as bases do Tamar, desde o início, com objetivo de envolvê-los no programa de proteção às tartarugas.

Almofala é uma importante comunidade pesqueira. A população de cerca de 13 mil habitantes é formada principalmente por descendentes dos índios Tremembé, que vivem da pesca artesanal. Os currais se destacam entre as artes de pesca mais praticadas na região, seguidos das redes de espera para peixes e caçoeiras para lagostas.

Tartaruga de couro ou gigante

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