08/02/2013 - Como acontece em outras praias onde o Tamar mantém bases de pesquisa e conservação, a equipe do RJ acaba de realizar mapeamento de áreas mais afetadas pela iluminação artificial. ↓
Como acontece em outras praias onde o Tamar mantém bases de pesquisa e conservação, a equipe da Bacia de Campos/RJ acaba de realizar mapeamento de áreas mais afetadas pela fotopoluição na região. Em janeiro foram realizados testes com filhotes de tartarugas marinhas, para avaliar o efeito da iluminação artificial na orientação das tartaruguinhas depois que saem dos ninhos.
Como um dos resultados preliminares, houve a comprovação da mudança de direção dos filhotes, que em vez de seguirem para o mar, foram em direção contrária, seguindo a luz artificial. Depois foram liberados ao mar em segurança pela equipe. O trabalho foi realizado com a participação de alunos do curso de Ecologia da Fairfield University, nos Estados Unidos, e de pesquisadores do Tamar das bases do Espírito Santo e da Bahia. Os resultados serão ainda analisados com mais profundidade e divulgados pelos pesquisadores.
A fotopoluição
Quando saem do ninho, os filhotes de tartarugas marinhas se guiam pela fonte luminosa mais intensa. Em condições naturais, o horizonte marinho é sempre o que mais ilumina. Por isso, a iluminação artificial (de postes, carros e casas) coloca em risco a vida das novas tartaruguinhas. Elas se desorientam e acabam seguindo a luz artificial, morrendo logo em seguida, por desidratação, cansaço ou atropelamento, além de ficarem mais expostas a ação de predadores naturais. A fotopoluição prejudica os filhotes e também as tartarugas marinhas adultas, que se desorientam quando sobem à praia para desovar e acabam retornando ao mar sem depositar seus ovos.
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