05/10/2010 - A Reunião Anual Nacional de Pesquisa e Conservação das Tartarugas Marinhas reuniu em Florianópolis/SC, durante três dias (22 a 24/9), a Coordenação Nacional e todos os coordenadores regionais e técnicos do Projeto Tamar/ICMBio. Leia mais. ↓
A base Sul do Projeto Tamar/ICMBio, em Florianópolis/SC – a caçula entre as suas 21 bases –, sediou no final de setembro a Reunião Anual Nacional de Pesquisa e Conservação das Tartarugas Marinhas. Durante três dias (22 a 24/9), a Coordenação Nacional e todos os coordenadores regionais e técnicos do Tamar tiveram encontros de trabalho, em tempo integral, no Engenho Eco Hotel: fizeram um balanço dos resultados da última temporada 2009/2010, compartilharam experiências e dados de pesquisas e definiram prioridades para o próximo período 2010/2011. O evento foi encerrado na noite de sexta-feira, com o show de Lenine, pelo 30 anos de atividade do Tamar.
O encontro foi aberto pelo coordenador nacional, oceanógrafo Guy Marcovaldi, que exibiu videos e fez um balanço dos 30 anos de atuação do Projeto Tamar/ICMBio. Entraram na pauta todos os aspectos do trabalho de conservação das tartarugas marinhas, envolvendo o monitoramento do ciclo de vida das cinco espécies que ocorrem no Brasil, nas fases reprodutiva e não reprodutiva, além das ações integradas dos diversos programas de inclusão social e educação ambiental.
O Tamar contou com a participação de dois convidados, que fizeram palestras durante a reuniã o Dr. Paulo Barata, pesquisador da Fiocruz e antigo colaborador do Projeto, falou sobre área reprodutiva e a relação custo-beneficio da amostragem; a Dra. Elisa Shibuya, do Laboratório de Ecologia Trófica de Peixes do Instituto Oceanográfico/Universidade de São Paulo (USP), fez uma avaliação da dieta das tartarugas-verdes (Chelonya mydas) juvenis que habitam o litoral brasileiro, através do uso de isótopos estáveis e sua correlação com metais tóxicos.
Principais ameaças
Os participantes dedicaram-se aos principais desafios que se impõem, sobretudo, diante da manutenção de graves ameaças à sobrevivência das espécies (captura incidental pela pesca, desenvolvimento costeiro com a ocupação desordenada de praias de desova e poluição marinha, entre outras), apesar de todas as ações realizadas pelo Tamar, em 30 anos de atividade.
Para enfrentar as ameaças, daqui para a frente o Tamar quer dar ênfase ao monitoramento e análise dos índices de captura de tartarugas marinhas nos diversos tipos de pescarias e intensificar sua atuação nas áreas prioritárias de desova onde a ocupação irregular gerada pelo desenvolvimento costeiro vem aumentando rapidamente, como explica a coordenadora técnica nacional do Tamar, oceanógrafa Neca Marcovaldi. Também por isso, é cada vez mais urgente a criação de áreas marinhas protegidas.
Outras ações foram definidas, incluindo a ampliação das campanhas de sensibilização e educação ambiental, como a Nem Tudo o que Cai na Rede é Peixe, além da capacitação e treinamento dos parceiros, principalmente tripulação da frota pesqueira industrial, pescadores artesanais e lideranças das comunidades costeiras.
A coordenadora Neca Marcovaldi destacou a importância da coleta padronizada de dados e o monitoramento regular a longo prazo. “Com a análise dos dados coletados, principalmente com a contextualização das ameaças, é possível traçar a estratégia de conservação para o próximo período, incluindo as prioridades de pesquisas aplicadas”, explicou.
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