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TAMAR alerta para crescimento da predação de tartarugas marinhas por raposas

22/08/2017 - Diversas ameaças colocam em risco a existência das tartarugas marinhas. Leia mais. ↓

TAMAR alerta para crescimento da predação de tartarugas marinhas por raposas

Filhote de tartaruga-oliva

A pesca, o aumento do desenvolvimento costeiro, a fotopoluição, a poluição, o trânsito de veículos nas praias de desova são algumas das principais ameaças enfrentadas pelas tartarugas marinhas em todo litoral brasileiro. Além destes problemas, uma das causas atuais de preocupação para o TAMAR em Sergipe e no norte da Bahia é o elevado índice de ninhos predados por raposas. Nos municípios de Abaís-SE e Sítio do Conde-BA, mais de 45% das desovas de tartarugas marinhas foram utilizadas como recurso alimentar por estes animais na temporada passada.

Na temporada 2012/2013, uma pesquisa sistemática na base do Abaís buscou informações para tentar reduzir o número de ninhos predados em 12 km de praias onde se concentravam 50% dos ataques. Neste trecho, houve intensificação do monitoramento noturno com objetivo de colocar bandeirolas em ninhos encontrados durante percurso para afastar as raposas. O resultado foi uma queda de quase 80% nos índices de predação.

Nas duas temporadas seguintes, o esforço de trabalho continuou e os números permaneceram baixos. Em 2015/2016, foi possível observar um leve aumento. Já na temporada 2016/2017, houve um crescimento de predação animal de 192% em relação às duas anteriores. Para a pesquisadora do TAMAR, bióloga Jaqueline Comin de Castilhos, uma grande preocupação é encontrar nova estratégia para redução desse índice, já que existe a possibilidade da raposa se acostumar com a presença das bandeirolas e não sentir-se mais intimidada, voltando a atacar os ninhos.

Novas áreas desmatadas na região do litoral sul do estado de Sergipe darão lugar a diversos condomínios ou áreas de loteamento que estão sendo liberados e licenciados pelos órgãos competentes. “Os pesquisadores do TAMAR participam de reuniões em conselhos, como o conselho consultivo da APA do Litoral Sul, para informar os impactos e prejuízos que esse crescimento urbano, caso não adequado às questões ambientais, pode causar não só para as tartarugas marinhas, mas para a fauna e flora pertencentes à região”, explica a pesquisadora.

O Projeto TAMAR começou em 1980 a proteger as tartarugas marinhas no Brasil. Com o patrocínio da Petrobras, por meio do programa Petrobras Socioambiental, hoje o Projeto é a soma de esforços entre a Fundação Pró-TAMAR e o Centro Tamar/ICMBio. Trabalha na pesquisa, proteção e manejo das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, todas ameaçadas de extinção: tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), tartaruga-verde (Chelonia mydas), tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) e tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea). Protege cerca de 1.100 quilômetros de praias e está presente em 25 localidades, em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso das tartarugas marinhas, no litoral e ilhas oceânicas dos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

Tartaruga de pente ou legítima

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