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Tartaruga marinha retorna à mesma praia brasileira há 32 anos

30/01/2015 - É o registro mais longo de fidelidade ao sítio reprodutivo feito pelo Tamar. Leia mais. ↓

Tartaruga marinha retorna à mesma praia brasileira há 32 anos

Tartaruga-cabeçuda

Na praia de Comboios, em Regência, município de Linhares, no litoral do Espírito Santo, foi recapturada em dezembro/2014 uma fêmea de tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) de 1,03m de comprimento curvilíneo de carapaça, marcada pela primeira vez em novembro de 1982. Durante 32 anos, esta fêmea foi flagrada na mesma praia em 1993, 1995, 1997 e 2004, evidenciando fidelidade ao sítio de desova. Este é o registro de maior tempo de vida reprodutiva feito pelo Tamar, ultrapassando o recorde de 25 anos para tartaruga-cabeçuda, flagrada em Povoação, também no ES, em dezembro/2013. No mundo, o registro de maior tempo de fidelidade reprodutiva é de uma tartaruga-verde (Chelonia mydas) com 38 anos de desovas em uma praia do Havaí.

Na praia de Comboios, 1.057 fêmeas foram marcadas no período de 1982 a 2014, conta o biólogo do Tamar, Jonathas Barreto. "Entre os meses de outubro e janeiro as praias são percorridas por nossas equipes. As fêmeas recebem duas marcas metálicas com números individuais de identificação, e seus ninhos são protegidos e acompanhados até o nascimento", explica.

A tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) é a espécie mais comum que desova nas praias continentais brasileiras. As praias do norte do estado do Espírito Santo são umas das principais áreas de desova para a espécie no Brasil. A praia de Comboios tem seus 37 quilômetros de extensão monitorados desde 1982, quando foi implantada uma base de pesquisa do Projeto Tamar, junto a outras duas bases no nordeste brasileiro, Pirambu-SE e Praia do Forte-BA, com objetivo de proteger as áreas prioritárias de desova das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil. Juntamente com as praias de Povoação, Degredo e Pontal do Ipiranga, compõem o grande bolsão de desovas no estado do Espírito Santo. Desde então, estudos sobre a biologia reprodutiva das tartarugas marinhas vem sendo desenvolvidos para ampliar o conhecimento sobre o comportamento desses animais ainda ameaçados de extinção e guiar melhores práticas para sua proteção.

Tartaruga Oliva

Fernando de Noronha - PE

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