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Tartaruga marinha acompanhada por oito anos é aguardada para desovar nesta temporada

13/11/2014 - Um transmissor foi instalado na tartaruga em novembro de 2013. Leia mais. ↓

Tartaruga marinha acompanhada por oito anos é aguardada para desovar nesta temporada

Tartaruga-cabeçuda

Os pesquisadores do Projeto Tamar acompanham desde 2006 a vida de uma tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) que recebeu o nome de Tatuapara*. Ela faz parte do estudo para conhecer melhor as populações desta espécie que frequenta o litoral norte baiano para desovar e saber mais sobre o deslocamento dos animais, as preferências de áreas de alimentação e o comportamento reprodutivo. Para isto, um transmissor foi instalado na tartaruga em novembro de 2013. De lá para cá, ela saiu da Bahia e foi até o Rio Grande do Norte, sua área de alimentação, onde passou cerca de 300 dias. No mês de outubro/2014, iniciou sua viagem de volta à Praia do Forte-BA, onde já foi encontrada desovando 25 vezes, desde 2006. Na temporada 2014-2015, Tatuapara é aguardada para que seja possível coletar dados para a pesquisa, verificar suas condições de saúde, crescimento e quantos ninhos fará desta vez.

Atualização: No sábado (15/11), a Tatuapara retornou para desovar na Praia do Forte-BA. Fez seu primeiro ninho desta temporada. O flagrante aconteceu 01:50 da manhã. O transmissor estava em perfeitas condições.

Em 2006, foram instalados 10 transmissores em tartarugas-cabeçudas durante as desovas nas praias da região. Após intervalos variáveis, todas as fêmeas migraram para áreas de alimentação localizadas até mais de 2.000 quilômetros de distância do sítio reprodutivo. De acordo com a coordenadora de pesquisa e conservação do Tamar, Neca Marcovaldi, os resultados obtidos revelaram importantes aspectos do uso do ambiente desta espécie e delimitação de um corredor migratório ao longo de toda plataforma continental do nordeste do Brasil. As principais áreas de alimentação das tartarugas-cabeçudas evidenciadas por este estudo localizaram-se na costa Norte, especialmente no Ceará, onde foi possível observar uma fidelidade aos sítios de alimentação, após algumas tartarugas remigrarem para se reproduzir e voltarem para estas áreas.

O Tamar estuda desde 2001 o deslocamento das tartarugas marinhas, através do monitoramento por satélite. O objetivo de conhecer as rotas migratórias está entre as pesquisas realizadas para entender melhor o ciclo de vida e o comportamento dos animais. Resultados confirmam que tartarugas que ocorrem na costa brasileira nascem ou frequentam a costa de países do continente americano e africano, demonstrando que são um recurso natural compartilhado e demandam esforços de cooperação internacional para sua proteção.

*Tatuapara significa Tatu-Bola, em tupi, e era o nome da enseada do castelo na época do Garcia D'Ávila, na Praia do Forte-BA.

Tartaruga de pente ou legítima

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