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Tartarugas Marinhas
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Assim nasceu uma nova mentalidade

A conservação das tartarugas marinhas gera serviços e recursos que possibilitam a inclusão de setores da população local na economia formal. Esta interação entre o Tamar e as comunidades adjacentes resulta em novos acordos cooperativistas, melhorando a qualidade de vida através de postos de trabalho e fomentando o senso de cidadania.

Este resultado, fundamental para países em desenvolvimento como o Brasil, por um lado auxilia na melhoria das perspectivas futuras para os esforços de conservação sustentável das tartarugas; por outro, contribui para a formação de cidadãos responsáveis. A criação de empregos, renda e serviços elimina quaisquer hostilidades, por parte das comunidades, diante das prioridades de conservação do programa.

O Tamar foi, gradualmente, integrando as populações regionais nas atividades institucionais e de conservação. Inicialmente, a inclusão social estava ligada a atividades de conservação das tartarugas através dos pescadores locais contratados pelo Projeto. A seguir, esta estratégia estendeu-se às suas famílias e outros integrantes das populações locais, com a criação de novas alternativas econômicas.

Finalmente, a criação dos centros de visitantes incluiu mais gente das comunidades na prestação de serviços aos turistas.

Assim, a conciliação entre conservação e geração de atividades econômicas sustentáveis envolvendo membros das comunidades é uma das conquistas mais notáveis do Tamar. Em outras palavras, o desenvolvimento local foi-se ampliando sob a premissa de conservar recursos naturais em perigo ou ameaçados.

Mas, após 30 anos de atuação, o Tamar ajudou a promover muito mais do que desenvolvimento sócio-econômico: criou nas comunidades uma nova mentalidade com relação às tartarugas marinhas e à conservação marinha. Isso é visível principalmente através da incrível redução dos índices de destruição de ninhos pelo homem - nas áreas de atuação do Projeto, os índices chegam a quase zero. A maior parte das desovas fica protegida em seus locais originais de postura e são os próprios pescadores que trabalham como tartarugueiros, patrulhando as praias e monitorando os ninhos.

Para promover essa mudança de mentalidade, o programa de educação ambiental foi tão importante quanto o trabalho comunitário e as ações de inserção social. Nas escolas, acontece formalmente; fora dela, envolve o grande público - incluindo os turistas dos centros de visitantes -, através de campanhas na mídia, exposições, conferências, mostras de vídeo, distribuição de cartilhas e folders.