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Fundação Projeto Tamar participa do Dia Mundial de Limpeza de Praias

28/09/2026 - Mobilização realizada em setembro reúne comunidades, parceiros e visitantes em ações de limpeza e conscientização sobre os impactos do lixo nos oceanos e na vida marinha. ↓

O Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias é celebrado anualmente no terceiro sábado de setembro e integra movimentos globais como o World Cleanup Day e o International Coastal Cleanup.

A mobilização internacional de limpeza de praias teve início em 1986, por iniciativa da organização Ocean Conservancy. Em dezembro de 2023, o Dia Mundial da Limpeza passou a integrar oficialmente o calendário das Nações Unidas.

A iniciativa busca mobilizar milhões de voluntários em diferentes países para a retirada de resíduos descartados incorretamente em praias, rios, manguezais, lagoas e outros ambientes naturais.

Mais do que remover o lixo desses locais, os mutirões são uma oportunidade para chamar a atenção da sociedade para os impactos da poluição, incentivar o descarte adequado dos resíduos e estimular práticas relacionadas à redução do consumo, reutilização, reciclagem e economia circular.

A mobilização também contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, especialmente o ODS 14 – Vida na Água, voltado à conservação e ao uso sustentável dos oceanos, mares e recursos marinhos.

Mobilização ao longo da costa brasileira

Como acontece todos os anos em setembro, equipes da Fundação Projeto Tamar se mobilizaram ao lado de comunidades, parceiros e visitantes para reforçar uma mensagem fundamental: todos nós temos responsabilidade sobre os resíduos que chegam e se acumulam nos mares e nas praias.

Neste ano, os mutirões aconteceram em várias localidades ao longo da costa brasileira, envolvendo mais de 1220 pessoas e retirando aproximadamente 35.950 kg de resíduos desses ambientes.

As atividades unem a ação prática de limpeza à sensibilização ambiental, contribuindo para ampliar a compreensão sobre a relação entre os hábitos de consumo, o descarte inadequado de resíduos e a conservação dos ecossistemas costeiros e marinhos.

O lixo é uma ameaça às tartarugas marinhas

O lixo presente nas praias e nos oceanos representa uma importante ameaça à sobrevivência das tartarugas marinhas. Em algumas regiões, estudos registram uma alta frequência de plástico no trato digestório de animais encontrados encalhados nas praias.

O descarte inadequado de resíduos sólidos pode afetar as tartarugas marinhas de diferentes maneiras, principalmente por meio da ingestão e do enredamento.

As tartarugas podem confundir resíduos plásticos com alimentos encontrados naturalmente no ambiente. Sacolas e outros materiais plásticos flutuantes, por exemplo, podem ser confundidos com águas-vivas, que fazem parte da alimentação de espécies como a tartaruga-de-couro.

Já a tartaruga-verde, especialmente em determinadas fases da vida, alimenta-se principalmente de algas e plantas marinhas. Fragmentos plásticos presentes junto à vegetação e às algas também podem ser ingeridos acidentalmente durante a alimentação.

O plástico ingerido não é digerido pelo organismo e pode provocar obstruções no sistema digestivo, ferimentos internos e falsa sensação de saciedade, reduzindo a alimentação do animal. Dependendo da quantidade e das condições, a ingestão pode contribuir para graves problemas de saúde e até para a morte.


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Redes, linhas e cordas também representam perigo

Pedaços de redes de pesca abandonadas, linhas de nylon, lacres plásticos, cordas e outros resíduos podem permanecer à deriva no mar ou se acumular nas praias.

Como as tartarugas marinhas precisam subir regularmente à superfície para respirar, o enredamento nesses materiais pode impedir sua movimentação e dificultar ou impossibilitar que cheguem à superfície, levando ao afogamento.

Os resíduos presos às nadadeiras e a outras partes do corpo também podem provocar ferimentos, comprometer a circulação sanguínea, causar infecções e, em situações graves, resultar na perda de membros.

Resíduos também prejudicam a reprodução

Nas áreas de desova, o lixo acumulado na areia pode interferir diretamente no ciclo reprodutivo das tartarugas marinhas.

Depois de saírem dos ninhos, os filhotes precisam chegar rapidamente ao mar. No caminho, copos, garrafas, pedaços de isopor, embalagens e outros objetos podem se transformar em obstáculos ou verdadeiras armadilhas.

O atraso nesse percurso aumenta a exposição dos filhotes à desidratação e aos predadores.

Resíduos volumosos e outros obstáculos presentes na faixa de areia também podem dificultar a subida das fêmeas às áreas adequadas para a escolha do local e a construção dos ninhos.

Um problema que afeta toda a vida marinha

A mortalidade de animais é uma das consequências mais evidentes da poluição dos oceanos. Há registros de ingestão ou enredamento em resíduos envolvendo diferentes grupos de animais marinhos, incluindo tartarugas, aves e mamíferos.

Por isso, enfrentar a poluição marinha exige uma atuação permanente, que vá muito além das ações realizadas em uma única data.

A Fundação Projeto Tamar participa historicamente das mobilizações de limpeza de praias, apoiando esse movimento e contribuindo para envolver a sociedade na conservação dos ambientes costeiros e marinhos.

Esse trabalho de sensibilização, no entanto, acontece durante todo o ano. Nos museus do Projeto Tamar, nas campanhas de educação ambiental e por meio da atuação diária das equipes em campo, a Fundação reforça a importância de reduzir a geração de resíduos, dar a destinação correta ao lixo e evitar que esses materiais cheguem às praias e aos oceanos.

Cuidar do mar começa também nas escolhas que fazemos todos os dias.

Tartaruga Tartaruga-verde ou Tartaruga-aruanã

FUNDAÇÃO PROJETO TAMAR FLORIANÓPOLIS - SC

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