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Tartarugas Marinhas
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A Força das comunidades

Desde o começo, ainda no tempo do levantamento das áreas de desova, os pesquisadores perceberam a importância das comunidades litorâneas: elas foram fundamentais para a identificação das praias prioritárias para iniciar o trabalho de conservação das tartarugas marinhas. Baseados no conhecimento acumulado pela própria vivência, os pescadores orientavam os biólogos e oceanógrafos com informações preciosas sobre a ocorrência e o comportamento desses animais durante o período de desova.

Mas a grande maioria dos pescadores não sabia que a captura de qualquer espécie de tartaruga marinha era proibida por lei. Além disso, até o início dos anos 80 do século XX, os jovens dessas comunidades nunca tinham visto uma tartaruga recém-nascida, não sabiam nem mesmo que o filhotinho nascia do ovo. Assim, até por isso a juventude não tinha como compreender a necessidade de proteger as tartarugas e suas desovas para que a espécie pudesse continuar existindo no futuro.

Também a partir da convivência nesses primeiros tempos, durante a implantação das bases de pesquisa a equipe do Tamar chegou a outra conclusão importante: para proteger as tartarugas marinhas, era necessário buscar formas de compensar as comunidades. Carentes de tudo, elas seriam privadas da caça de fêmeas e da coleta dos ovos, práticas arraigadas aos seus costumes. Além do mais, esses recursos naturais eram explorados para complementar a sobrevivência das famílias. Portanto, para que as pessoas deixassem de matar tartarugas, era preciso oferecer outras possibilidades de subsistência.

Primeiro desafio